Tag Archives: mundo
Images

Contra as reformas? Brasil, quando aterrisarás?

Qualquer brasileiro sabe, ou deveria saber, por absoluta obrigação, que somos o melhor país do mundo em termos geográficos. Temos o maior território agricultável do planeta, podendo alimentar a humanidade por todos os tempos. Temos uma costa marítima de 7.500 quilômetros, nossa Amazônia azul, podendo utilizá-la para todos os fins econômicos. Temos, sob nossos pés, dependendo do analista, entre 12 e 20% de toda a água doce do planeta. Temos a floresta amazônica com todos os benefícios que ela pode nos proporcionar, e ao mundo. Um pantanal, também com todos os benefícios possíveis. “500” dias de sol por ano.

 
Um povo versátil, podendo fazer qualquer coisa que queira, com criatividade infinita e suficiente para tudo. País supostamente capitalista, com liberdade econômica para se desenvolver. Uma democracia bastante razoável. Uma população grande, porém, perfeitamente adequada a um país do nosso tamanho. Um país que costuma ser bem visto pelo capital estrangeiro, portanto, com possibilidades de atrair quanto capital queira e for necessário, bastando, para isso, apenas dar as condições econômicas necessárias ao seu desenvolvimento.

 
E muito mais que se poderia elencar, mas que é desnecessário de tão visível. E, sem tudo de ruim que muitos países têm, como terremotos, vulcões, furações, tormentas. Não temos um tamanho pequeno, impeditivo de se fazer o que se quer. Deixamos ao nosso leitor aumentar essa relação.

 

Fonte: Pixabay

(mais…)

Articles

Porque não construímos um grande futuro?, por Ozires Silva

Créditos: Divulgação

Muitos brasileiros têm se perguntado por que estamos presos ao subdesenvolvimento, sobretudo quando vemos países inesperados assumirem posições de destaque no mundo econômico, cultural e industrial, avançando sobre o comércio mundial com vantagens competitivas inesperadas.

 

 

Entre nós mesmos, o Brasil é um dos países que mais subestimamos. À China e à Coréia do Sul, entre outros emergentes, costumamos atribuir papéis de destaque na revolução global da Tecnologia e da Economia. Mas ao Brasil reservamos, no máximo, um título coadjuvante. É um grande erro, pois, já sendo uma das primeiras economias do mundo, nosso país pôde emergir da crise econômica recente, mantendo a esperança e a vontade de se tornar uma potência mundial. Curiosamente, bons brasileiros acreditam nisso, mas, em relação a esse desejável objetivo, pouco ou nada fazem.

 
Alexander Busch, jornalista alemão sediado no Brasil há quase duas décadas, insere no seu recente livro, Brasil: País do Presente, a previsão de um futuro próspero para o País, assinalando que, nas vésperas das eleições presidenciais, independente de quem venha ocupar o cargo, isso vai acontecer. Podemos perguntar quais seriam as razões para que, um alemão (não brasileiro, portanto), emita expectativas tão positivas?

 

 

(mais…)

Articles

Um Mundo de Oportunidades, por Ozires Silva

Crédito: Divulgação

Que o mundo mudou, todos sabemos, ou pensamos saber! Ainda há pouco era mantido o grande domínio mercadológico conquistado pelos Estados Unidos, Europa e Japão, produzindo uma impressionante variedade de produtos de serviços. Conseguiram gerar riquezas (por meio, sobretudo, da inovação), conquistaram vantagens competitivas, criativas e qualitativas, oferecendo ao mercado global produtos e serviços, superiores ao que se produzia no passado.

 

 

O progresso das comunicações universais e instantâneas tornou o consumidor mundialmente informado, mais sofisticado em termos tecnológicos, lidando com equipamentos pessoais impensáveis há poucos anos. Hoje, a fidelidade às marcas tradicionais ainda existe, mas um novo fornecedor, com produtos criativos, bem realizados e competitivos em preço e desempenho, galgam espaços que, há pouco, pertenciam a outrem.

 

 

Se os países tradicionalmente desenvolvidos provocaram revoluções, hoje enfrentam, nos seus respectivos mercados internos, concorrências trazidas pela Ásia (inicialmente com os chamados ‘Tigres Asiáticos’ e, hoje, com China e Coréia do Sul). As empresas indianas, em estreita parceria com as americanas e, gozando das vantagens pela diferença dos fusos horários entre os dois países, criaram atividades produtivas de 24 horas por dia. Enquanto é dia, a atividade é americana, quando anoitece, tudo passa para os indianos.

 

 

 

(mais…)

Articles

Tecnologia e Inovação, por Ozires Silva

Crédito: Divulgação

No final do Século XX, os tradicionais recursos básicos da produção – eleitos pelos economistas como sendo Capital e Recursos Naturais -, foram suplementados, ou substituídos, pelo Conhecimento.

 

As consequências disso já são claras. As nações ricas, ou em processo de enriquecimento, apresentam pautas de produtos distantes das matérias-primas que lhes dão origem e, muitos dos novos vencedores no mercado global da atualidade são até pobres em recursos naturais, como o Japão e Coréia do Sul.

 

A constatação atual é que encontraram rotas de crescimento e de progresso nas políticas da criatividade e da inovação, filhas diretas da geração do conhecimento. Enquanto isto os países periféricos, como o nosso, perderam ou estão perdendo terreno com rapidez na sua participação no bolo universal da riqueza econômica.

 

(mais…)

Articles

O mundo “fabrica” o futuro, por Ozires Silva

Crédito: Divulgação

Nas últimas décadas, tudo acontece mais rapidamente. Aumentou a frequência que coisas novas chegam ao nosso alcance, diretamente ou via comunicação eletrônica. Tudo isso monta diferentes mosaicos de surpresas. Ao mesmo tempo, é espantoso constatar a velocidade com que o tempo se escoa, em face dos acontecimentos que se sucedem e se modificam com rapidez. É um espanto que já tenhamos vencido o primeiro semestre de 2012!!!

 

Há uma real ebulição e crescimento das novas ideias e da inovação, em ritmo quase explosivo, mostrando que a maioria das iniciativas possa estar nas faixas dos mais jovens. Sabemos que a população mundial está se envelhecendo e que, muito do que se produz, seja produto direto da experiência, mas algo altera tais antigos axiomas. Quando observamos as crianças manipulando computadores, jogos eletrônicos com extrema habilidade, temos de aceitar que nestes novos tempos os jovens estão com a palavra.

 

Mudanças significativas são impulsionadas pelo extraordinário desenvolvimento das telecomunicações e das técnicas digitais – reais revoluções! A globalização mundial que começou no final do Século XX, com os fluxos de recursos financeiros percorrendo o mundo independente das moedas, ganhou espaços. Mais recentemente o movimento de produtos se intensificou, indo e vindo de e para todas as regiões. Nestes momentos observa-se o crescimento da migração de pessoas gerando e buscando oportunidades em outros países ou continentes. Este efetivamente é um fenômeno descrito com detalhes no excelente livro de Thomas Friedman – O Mundo é Plano.

 

(mais…)

Articles

O Mercado das Idéias, por Ozires Silva

Crédito: Divulgação

Uma surpreendente descoberta! Se olharmos um pouco mais profundamente sobre nossa sociedade, chegamos à constatação de quão pouca é a curiosidade intelectual que nos afeta. Quase nada emerge da dinâmica, por exemplo, do crescimento, do progresso e das vitórias e sobre quais seriam os comportamentos que nos levam a elas.

 

Apesar do peso global crescente de um mundo em evolução, os fatos, inovações e as mudanças chegam-nos de outros lugares, particularmente do Hemisfério Norte. Parece que nossa América do Sul não conta ou não é levada em conta!

 

A escassez de pensamentos para o futuro se revela de centros de estudos, os quais, se existentes entre nós, produzem trabalhos prosaicos, que na maioria das vezes não conseguem responder perguntas difíceis. Muitos simplesmente reproduzem propaganda oficial e poucos olham muito além do seu próprio quintal.

 

(mais…)

Articles

Turismo no Espaço, por Ozires Silva

Crédito: Divulgação

Sempre existem pessoas que tentam o difícil e se empolgam com a realização de proezas que podem não ser acessíveis aos mortais comuns. Buscam a dificuldade e o impossível. Com isso ganham notoriedade e gostam das reações que percebem daqueles que não se encorajaram a tentar algo diferente.

 

Hoje, centenas de pessoas, muitas delas principiantes, estão se preparando para escalar o mais elevado pico do mundo, do Monte Everest. E não custa barato. São cerca de US$ 60 a 150 mil, dependendo do grau de assistência de pessoal externo que necessitam. Outros procuram descer às profundidades oceânicas ou caminhar no Polo Sul, enfrentando os ventos gelados num horizonte de frio intenso.

 

Nestes momentos, é lógico que os olhos se voltem para o espaço. E que realmente possa crescer o interesse para ver a Terra, do lado de fora da atmosfera. Mesmo para os mais céticos, a curiosidade supera o receio e estimula o desejo de estar de frente à bela imagem do planeta.

 

O espaço começa a aproximadamente 100 km de altitude e, desde que o russo Yuri Gagarin entrou em órbita como a primeira pessoa que teve aquela oportunidade, em 1961, até hoje, pouco menos de mil astronautas, com os custos cobertos pelas Agências Espaciais do mundo, chegaram a girar em torno da Terra. Todos que viveram essas experiências, com o sentido profissional ou sob objetivos científicos, regressaram e não mais são os mesmos.

 

(mais…)

Articles

A Riqueza na Produção, por Ozires Silva

Como se esperava, este início do Século XXI está sendo muito diferente do passado, com novos problemas, embora ainda em busca de novas soluções. Alguns países acharam alguns caminhos e nada indica que serão permanentes. As variáveis que teremos de enfrentar no Brasil, podem não ser as mesmas que afetaram outras regiões, mas vale a pena tentar analisar algumas delas que já são visíveis.

 

 

Exemplos, que nos vêm do exterior, mostram o sucesso mercadológico dos produtos de alto valor agregado, carregados e produzidos com componentes e equipamentos. São aqueles que chegam ao consumidor classificados como manufaturados e, entre eles, os mais sofisticados, como computadores, telefones, eletrodomésticos, veículos e assim por diante. Devemos notar que todos eles dependem de uma variedade de peças e componentes, os mais variados e que podem ter origem no país, mas, na atualidade, registram uma crescente participação como itens de importação. E esse cenário não se aplica somente ao Brasil.

 

Neste aspecto é importante levar em conta que a preferência, pela importação desses integrantes dos produtos finais, vem dos seus preços e/ou de suas características técnicas mais avançadas do que os equivalentes fabricados no Brasil. Qualquer empresário sabe que o sucesso de suas vendas dependerá basicamente de satisfazer cada vez mais e melhor o seu consumidor e que, além da tradicional relação custo/qualidade/desempenho, aquilo que seja oferecido precisará ser, no mínimo, equivalente ao melhor que estiver no mercado mundial.

 

Produtos finais, fabricados sob tais conceitos, estão carregando o êxito dos grandes grupos empresariais, com subsidiárias em diferentes locais ou países, criando e explorando marcas fortes de penetração global. E por que isso? Simplesmente, pela razão básica de que as margens de comercialização estão na atualidade se revelando maiores do que as de produção, o que determina uma atividade mercadológica muito mais dinâmica do que aquelas aplicadas até um passado recente.

 

(mais…)