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Começamos um ano novo

Crédito: divulgação

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Viveremos nos 366 dias deste ano algo realmente novo? Poucos aceitam a ideia de que 2016 será bom. Mas, pergunto, será que podemos fazer algo para mudar esse ceticismo? Desejamos que sim! Todavia, nós nada respondemos sobre o que poderíamos contribuir. Reagimos, com vários “não tenho a ver com isso!”. Assim, um bom começo seria perguntar o que podemos fazer para reverter as previsões publicadas e analisadas pelos mais competentes dentre nossos compatriotas e críticos mundiais.

 
Para tanto, temos de compreender quais são os caminhos da geração de riquezas e, ao contrário de tentar modificá-los, aproveitar as oportunidades que são oferecidas, que não são poucas. Na atualidade e no campo político o mundo vive um período de extensos problemas, mas, há nações que conseguem manter suas instituições respondendo por suas responsabilidades com as populações. Em resumo, são ricos e continuam ricos!

 
Notamos que nesses países há dois atributos que se sobressaem: os níveis da Educação do povo e as eficácias das Instituições públicas e privadas. A Educação que inspira confiança dos pais quanto a qualidade do ensino e da aprendizagem.
No passado, as grandes crises internas não eram percebidas globalmente, quando o mundo e os mercados eram exclusivamente dos que podiam consumir e pagar. Ficavam de fora do universo da economia de consumo os que não vendiam nem eram pagadores. Os impérios surgiam dessas oportunidades e dominavam o mundo comercial. Hoje, desapareceram como impérios políticos, mas continuam se mantendo na liderança conquistada no passado, embora com incursões de alguns emergentes, como a Coreia do Sul e a China. O impacto da globalização das comunicações, com o acesso instantâneo às informações, criou nos cidadãos dos países, então sob a esfera dos impérios, alguma reação contra suas posições de segunda classe. As dificuldades para corrigir essa desvantagem, nós, os brasileiros, os conhecemos muito bem! Queremos os mesmos produtos comercializados no mundo desenvolvido, mesmo que caros e sofisticados. Mas, cabe perguntar por que não os temos ou os produzimos aqui e, ao contrário, sendo forçados a ir buscá-los no mercado do primeiro mundo? E, pior, pagando com os resultados de vendas de commodities ou de produtos primariamente manufaturados!

 

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Brasil: um país no mínimo estranho

Quem acompanha a economia e a política do país há pelo menos alguns anos já percebeu porque do título escolhido aqui. E nem precisa ser tanto tempo.

 
O governo, nos últimos anos, aliás, coisa do anterior também, sempre insistiu que o Brasil tinha bons fundamentos. Já mostramos várias vezes que isso não era verdade, detalhando os furos, e isso pode ser verificado através de outros artigos nossos. Em especial pelo que estamos começando a sofrer, e em que a corte instalada na ilha da fantasia continua convenientemente ignorando.

 
E cometendo o mesmo erro de 1979, por ocasião do segundo choque do petróleo, quando éramos dependentes em 90% do petróleo importado. O governo da época ignorou a crise e insistiu que éramos uma ilha de prosperidade em meio ao caos internacional.

 

 

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Fonte: Google Imagens

Por esse grave erro, e por nada ter sido reconhecido e feito, estamos pagando ainda hoje, em que o país não cresce há quase três décadas, com medíocres 2,7% de crescimento médio do PIB – produto interno bruto por ano. Em contraste com o crescimento de 4,9% entre 1901 e 1980, ou 8,1% entre 1959 e 1980, ou 11% entre 1967 e 1974. Perdemos uma geração, e o país está passando dos avós para os netos, em que ninguém, com menos de 45 anos se lembra do que é crescimento econômico.

 

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A Educação e a Formação da Sociedade

Nos debates sobre a Sociedade mundial abundam textos enfatizando apelos e preocupações que deveriam nos levar a reflexões quanto a importância da Educação. A questão de produzir concidadãos bem formados, graduados em disciplinas variadas é sempre colocado no foco da qualidade da vida das populações e na capacidade de construir o que aspiram!

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Não são poucos os autores que argumentam sobre a existência dos acomodados que, de um lado creem na inevitabilidade do que está acontecendo e de outro, os que acham que tudo naturalmente vai dar certo. Diante desta divergência cabe a pergunta: Estamos construindo as bases para o futuro que queremos? Que futuro é este? Que bases são estas?
Para os gregos, a educação não era um esforço individual. A tarefa da Educação era comunitária. Cabe aqui uma frase chinesa – “É preciso toda uma aldeia para educar uma criança”, expressando que a educação é resultado da consciência viva que rege e direciona os caminhos da sociedade de valor.
Assim, a sociedade de valor é aquela que gera os verdadeiros homens, ou o ser completo. O caminho da perfeição, é o caminho da educação. Em outros tempos, era o da vida de qualidade na sociedade e na família. Ou seja, uma vida em equipe, onde as soluções partem das discussões livres e abertas, sempre consagrando valores.
Examinando a raiz latina da palavra educação, surge a visão de transferir conhecimentos, fazer obedecer, fazer com que aprendam o que o professor sabe. A relação entre professor e aluno era, até há pouco, unívoca, e a tecnologia agora caminha para alternativas da participação dos estudantes, aberta ao debate. Parece que, com a busca frenética da informação, o ensino e a aprendizagem não mais serão direcionados de cima para baixo. O conhecimento, como difundido no mundo moderno, mostra um campo de realidades maiores e mais amplas.

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Educação financeira e econômica

Todos que nos acompanham sabem o quanto temos lutado pela educação financeira e econômica do nosso povo. Fazendo o que não fazem os governos das várias esferas juntas, nem tampouco outros que poderiam. Estamos sempre tentando esclarecer o brasileiro, mostrando àqueles que moram em Marte, e que aparecem por aqui nos finais de semana para refestelar-se na casinha de campo, nossas realidades, nuas e cruas. Infelizmente, parece não adiantar muito, mas não desistimos.

 

 

Fonte: Google Imagens

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Além dos artigos econômicos e políticos normais, já escrevemos alguns artigos tentando ensinar, didaticamente, aos leigos, conceitos e práticas econômicas. Para usar no seu dia-a-dia, para que se pare de fazer bobagens.

 
Já propusemos, inclusive, acabar com as faculdades de economia. E instituir o ensino em todas as fases da vida de um estudante. Em qualquer ano ou série de qualquer curso. Seja ele administração, medicina, astrologia, direito, “engraxatologia” (sic), etc.

 
O que pretendemos com isso é que o estudo da economia deixe de ser restrito a apenas alguns poucos que fazem o curso de economia. E que, pelo que temos visto e lido, não estão aprendendo quase nada.

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Educação e Desenvolvimento – Por Ozires Silva

Poucos brasileiros têm na cabeça o quanto a Educação é importante para o nosso desenvolvimento. Mas, sugiro que pensemos, pois quem desenvolve um país não é o Governo, é o povo! Para tanto, temos de falar de um povo educado e transformado pela Educação em cidadãos competentes e competitivos, que possam vencer no mundo.

 

Em 1876, Nikolas August Otto, alemão, fez funcionar, pela primeira vez, o motor a combustão interna. Estava inventado um motor que revolucionou a propulsão mecânica, hoje instalada em praticamente todos os veículos.

 

No final dos anos 90, Santos Dumont, viu esse motor numa exposição em Paris e imaginou que aquela pequena máquina poderia ser instalada em balões. Em 19 de Outubro de 1901, conseguiu ganhar o Prêmio Deutsch, decolando com seu Dirigível VI, de Saint Cloud, circulando a Torre Eiffel e retornando ao ponto de partida num tempo inferior a 30 minutos. Estava inventada a dirigibilidade aérea.

Fonte: Google Imagens

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Um exemplo a ser seguido

Nós, brasileiros, hoje, estamos preocupados com o país e, nos perguntamos sobre nosso futuro. E mais, para onde caminha o gigante, que era nosso orgulho até bem pouco tempo, questionando o que ele nos oferece de volta, contribuindo para o nosso crescimento na sociedade que construímos.

 

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Olhando para o mundo vemos o exemplo da Coreia do Sul, cujos produtos são consumidos com satisfação pelo valor de sua compra. Poucos se dão conta que, analisando profundamente, podem encontrar um pequeno país da Ásia, apaixonado pela Educação. Que compram produtos criados por estudantes, possivelmente, os melhores do mundo. Que dispõe das melhores escolas que operam o melhor ensino básico do planeta. Por fora, a escola não tem nada de mais, estruturas simples, 35 alunos por classe. Mas a diferença está no que conta uma Professora, mestre em Educação, como a maioria de seus colegas. Na sala de aula, encontra-se tudo o que é necessário para educar com motivação. São oito horas por dia na escola. Estressante? Não, é divertido! Todos têm notas acima de oito. O segredo é não permitir que o aluno passe um dia sem entender a lição, diz a professora, que ganha o equivalente a R$10,5 mil por mês. É a média na Coreia, onde os professores têm curso superior e são atualizados e avaliados a cada dois anos. Se o aluno não aprende, o professor é reprovado.

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Por um Lugar de Destaque no Mundo

Em 1901, o grande pioneiro da aviação, Alberto Santos Dumont, tornou-se não só um dos maiores brasileiros, mas sobretudo um dos destacados homens da humanidade, ao dar uma volta completa em torno da Torre Eiffel, em Paris, com seu Balão No. 6, demonstrando a possibilidade da dirigibilidade aérea. Continuando seus esforços, cinco anos mais tarde, o nosso genial patrício decolava pela primeira vez em Bagatelle com seu 14-Bis, mostrando que brasileiros eram capazes de produzir tecnologias e conhecimento, não apenas produtos primários. Mais do que isso, nosso país mostrava por seu ilustre filho ter iniciativas e tomar nas mãos as rédeas de novo destino, antecipando e lutando para fabricar um futuro diferente e melhor.

 
Tudo isso acontecia porque o carisma do nosso aeronauta, pequeno e franzino, mas determinado e criativo, não se constituía num fato isolado. Naquele momento de alvorecer da República, o progresso industrial e urbano, emergia como um símbolo de vontade de progredir, desenvolver-se. Entre as chamadas com orgulho de “cousas da República”, ganhava forma uma autêntica reforma cultural e educacional. Procurava-se melhorar a qualidade dos professores para competir com as universidades europeias, procurava-se incentivar o ensino técnico, incentivar as escolas de engenharia, enfim, recuperar o tempo perdido.

 

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Impulso aos Resultados da Gestão Pública, por Ozires Silva

Os brasileiros da atualidade estão mais focados nas más notícias – que não abandonam nossos meios de comunicação – do que direcionados a pensar no que temos de fazer para que o futuro de nossas cidades, e do país, seja melhor. Sabemos que adivinhar o futuro não é fácil. Entretanto é possível tomar iniciativas agora para que no futuro tenhamos horizontes que não sejam somente surpresas.

 
Foi trabalhando com essas ideias que várias regiões ou cidades do mundo agiram, considerando que estava mais do que na hora de dar contribuições sobre as oportunidades que poderiam ensejar investimentos e resultados de porte, com a finalidade de assegurar um cenário de desenvolvimento e progresso.

 
No caso do Brasil, também é dessa forma que vemos o sério problema das opções de gestão dos governos, que as estreitas regulamentações nacionais têm colocado em vigor limitações gerenciais o que até o mais criativo prefeito ou funcionário público não conseguem superar. E isso tem se acentuado de maneira intensa com leis, quase que diárias, procurando fechar as portas da corrupção, hoje combatidas, mas se esquecendo que a mesma norma pública pode cercear os dois lados. O avançado e honesto, ou o retardado e passível de punição!

 
Um dos meios possíveis, diríamos eficaz, para fugir dessa real prisão em muitos setores pode ser a Parceria Público-Privada (PPP). Bem concebidas e implantadas sobre segmentos da gestão pública, as PPP’s podem ser instrumentos positivos para se fugir das grandes dificuldades que limitam ações públicas levando-as a sucessos, como se tem comprovado em vários países do mundo. Leva o Poder Público fazer o que deve, ou seja, regulamentar, legislar e fiscalizar, deixando a gestão para uma participação do setor privado, sempre mais eficaz e rápido nas suas ações, sem deixar de lado a obrigatoriedade de prestar contas à sociedade.

 
Até se compreende que preocupações sejam apresentadas pela opinião pública, sempre dividida entre os diferentes segmentos de uma comunidade. Mas muitos já se aprofundaram no assunto, na qualidade das normativas legais, até nos muitos questionamentos jurídicos levantados, sempre existindo experiências que precisamos entender e aplicar.
Não é de hoje que cidadãos respeitáveis acompanham o cenário de investimentos públicos cada vez mais difíceis, e os movimentos que administradores municipais de várias cidades têm feito para compensar a limitada capacidade de avançar só com recursos próprios, problema que tem se acentuado crescentemente. Registre-se que são louváveis algumas conquistas havidas nos últimos anos por ações conjuntas, tanto no Governo Federal como no estadual. Isso alegra o mundo da livre iniciativa, acostumado a se irritar com certa lógica política que não raramente sujeita projetos importantes a alinhamentos partidários.

 
Mas isso já não basta e as perspectivas exigem ação rápida. União e Estado já não são grandes fontes de recursos. Recente levantamento de um jornal de circulação nacional estimou que muitos dos Estados brasileiros reduziram em 46% o volume de investimentos nos primeiros quatro meses de 2015, em relação a 2014. Em São Paulo, a queda também é relevante, com o governo reduzindo os investimentos em mais de um quarto do praticado um ano antes. O cenário não é diferente no setor dos municípios, afetando diretamente os investimentos prioritários, num perigoso círculo vicioso onde todos perdem.

 
Temos exemplos de governos que estão conseguindo viabilizar novos e até audaciosos investimentos. Não há mágica. Há uma visão moderna da gestão pública que sabe conciliar aquilo que é atribuição do poder público com a capacidade de realizar do setor privado, tendo por régua a qualidade do serviço prestado ao cidadão. A Lei das PPP’s, criada no país em 2004, abriu essa nova trilha e, com o tempo, o mercado ganhou confiança no modelo, ampliando o volume de recursos privados dispostos a participar de projetos públicos. Quase todos os estados e a maioria das grandes cidades já despertaram para esse caminho. E o momento, do corrente e penoso ajuste fiscal federal, veio somente a fortalecer as PPP’s como alternativa.

 

 

Artigo publicado no Jornal A Tribuna de 05 de julho de 2015.