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Impulso aos Resultados da Gestão Pública, por Ozires Silva

Os brasileiros da atualidade estão mais focados nas más notícias – que não abandonam nossos meios de comunicação – do que direcionados a pensar no que temos de fazer para que o futuro de nossas cidades, e do país, seja melhor. Sabemos que adivinhar o futuro não é fácil. Entretanto é possível tomar iniciativas agora para que no futuro tenhamos horizontes que não sejam somente surpresas.

 
Foi trabalhando com essas ideias que várias regiões ou cidades do mundo agiram, considerando que estava mais do que na hora de dar contribuições sobre as oportunidades que poderiam ensejar investimentos e resultados de porte, com a finalidade de assegurar um cenário de desenvolvimento e progresso.

 
No caso do Brasil, também é dessa forma que vemos o sério problema das opções de gestão dos governos, que as estreitas regulamentações nacionais têm colocado em vigor limitações gerenciais o que até o mais criativo prefeito ou funcionário público não conseguem superar. E isso tem se acentuado de maneira intensa com leis, quase que diárias, procurando fechar as portas da corrupção, hoje combatidas, mas se esquecendo que a mesma norma pública pode cercear os dois lados. O avançado e honesto, ou o retardado e passível de punição!

 
Um dos meios possíveis, diríamos eficaz, para fugir dessa real prisão em muitos setores pode ser a Parceria Público-Privada (PPP). Bem concebidas e implantadas sobre segmentos da gestão pública, as PPP’s podem ser instrumentos positivos para se fugir das grandes dificuldades que limitam ações públicas levando-as a sucessos, como se tem comprovado em vários países do mundo. Leva o Poder Público fazer o que deve, ou seja, regulamentar, legislar e fiscalizar, deixando a gestão para uma participação do setor privado, sempre mais eficaz e rápido nas suas ações, sem deixar de lado a obrigatoriedade de prestar contas à sociedade.

 
Até se compreende que preocupações sejam apresentadas pela opinião pública, sempre dividida entre os diferentes segmentos de uma comunidade. Mas muitos já se aprofundaram no assunto, na qualidade das normativas legais, até nos muitos questionamentos jurídicos levantados, sempre existindo experiências que precisamos entender e aplicar.
Não é de hoje que cidadãos respeitáveis acompanham o cenário de investimentos públicos cada vez mais difíceis, e os movimentos que administradores municipais de várias cidades têm feito para compensar a limitada capacidade de avançar só com recursos próprios, problema que tem se acentuado crescentemente. Registre-se que são louváveis algumas conquistas havidas nos últimos anos por ações conjuntas, tanto no Governo Federal como no estadual. Isso alegra o mundo da livre iniciativa, acostumado a se irritar com certa lógica política que não raramente sujeita projetos importantes a alinhamentos partidários.

 
Mas isso já não basta e as perspectivas exigem ação rápida. União e Estado já não são grandes fontes de recursos. Recente levantamento de um jornal de circulação nacional estimou que muitos dos Estados brasileiros reduziram em 46% o volume de investimentos nos primeiros quatro meses de 2015, em relação a 2014. Em São Paulo, a queda também é relevante, com o governo reduzindo os investimentos em mais de um quarto do praticado um ano antes. O cenário não é diferente no setor dos municípios, afetando diretamente os investimentos prioritários, num perigoso círculo vicioso onde todos perdem.

 
Temos exemplos de governos que estão conseguindo viabilizar novos e até audaciosos investimentos. Não há mágica. Há uma visão moderna da gestão pública que sabe conciliar aquilo que é atribuição do poder público com a capacidade de realizar do setor privado, tendo por régua a qualidade do serviço prestado ao cidadão. A Lei das PPP’s, criada no país em 2004, abriu essa nova trilha e, com o tempo, o mercado ganhou confiança no modelo, ampliando o volume de recursos privados dispostos a participar de projetos públicos. Quase todos os estados e a maioria das grandes cidades já despertaram para esse caminho. E o momento, do corrente e penoso ajuste fiscal federal, veio somente a fortalecer as PPP’s como alternativa.

 

 

Artigo publicado no Jornal A Tribuna de 05 de julho de 2015.

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Consolidação de carga marítima? Conceito equivocado? Por Samir Keedi

Temos, ao longo do tempo, ouvido com insistência as expressões consolidação e desconsolidação de carga marítima. E, mais do que isto, visto-as escritas em muitos lugares, inclusive como peça publicitária dos NVOCC – Non Vessel Operating Commom Carrier (transportador comum não operador de navio), anunciando “empresas consolidadoras e desconsolidadoras de carga”. Isso ocorre desde o advento dessas empresas.
Qual a lógica, no entanto, da utilização tão amiúde dessa expressão no transporte marítimo de mercadorias unitizadas em container? Infelizmente, nenhuma, na nossa modesta opinião.
Isso será explicitado nas linhas abaixo, com o intuito de deixar claro que as expressões consolidação e desconsolidação de carga no transporte marítimo são um equívoco. Veremos que, na realidade, as únicas expressões aceitáveis são “unitização e desunitização de carga”, procedidas através do ato de ovar e desovar um container. Pode-se dizer, apenas, que existe um trabalho com carga fracionada e que será, posteriormente, unitizada.

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Gestão e Governo, por Ozires Silva

Política e Economia expressam o pulso do país. Na Política, a sorte está lançada por meio dos resultados dos inquéritos policiais que devassam as lamentáveis ocorrências de fraudes trazidas à assustada opinião pública brasileira. Já na Economia, embora mostre-se mal, já esteve muito pior no passado e, de uma forma ou outra, conseguiu-se superar os conhecidos problemas crônicos como o da hiperinflação e os dos atritos das dívidas externas.

 

Em que pese a gravidade do quadro no qual vivemos, o que agora nos surpreende, como brasileiros e cidadãos, é a desastrosa política econômica do Governo Federal, cujas falhas causam surpresas até aos mais simples dos empreendedores nacionais.

 

Deve nos preocupar mais a carência de atitudes da Presidência da República, que permanentemente procura passar para os atônitos cidadãos que tudo vai bem e que iriam melhor se não fossem as ameaças que vêm do lado internacional da economia mundial! (mais…)

A importância do foco no cliente, por Alkíndar de Oliveira

Diz a sabedoria popular que o peixe nada bem, o ganso voa bem, o leopardo corre bem e o pato faz as três coisas mais ou menos. A lição: foco bem definido, serviço bem executado.

 

Mais uma vez a natureza e a sabedoria popular nos ensinam: se o foco da empresa, em relação às necessidades do cliente, for “mais ou menos claro” ou “mais ou menos definido”, a empresa irá “pagar o pato” (fazendo alusão à frase acima e ao vocabulário brasileiro popular). Em outras palavras a empresa irá perder. Perder mercado, perder clientes, perder dinheiro.
Para bem estabelecermos o “foco no cliente”, transcrevo a seguir dicas do consultor canadense Barry Brownlow. Ele é um dos parceiros da Brownlow, Thompson & McKay em Ancaster, Ontário, Canadá. Serviu no Instituto Americano de CPAs (Comissão especial sobre necessidades de serviços de garantia de clientes e subcomissões de novas linhas). Barry Brownlow estabeleceu três atitudes para a empresa alcançar alta eficácia no quesito “foco no cliente”:

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Inovadores e Investidores Ousados

Se você decidir prestar mais atenção sobre aspectos comuns a respeito do nosso meio ambiente, poderá identificar que não vivemos apenas sob ameaças ou pesadelos. São muitos os tópicos abordados pelos mais eminentes estudiosos, que poderiam aguçar nossa atenção. As mudanças climáticas, a extinção de espécies das nossas fauna e flora, a degradação do ar que respiramos em muitas e vastas áreas do mundo, seriam algumas delas!

Mesmo neste ano de 2015, tivemos um exemplo! Os reais resultados de uma possível insuficiência no fornecimento de água. Ora, sempre nos contaram que o nosso país seria “o maior detentor de reservas do precioso líquido dentre todas as demais nações do mundo”. Vem a pergunta: isso é real?
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Foco na gestão: a alavanca da competitividade, por Ozires Silva

Não há necessidade de grandes pesquisas ou esforços para constatar que o nosso Brasil não está acompanhando o desenvolvimento mundial da produção, tanto de produtos quanto de conhecimento ou tecnologias inovadoras. Nas ofertas de nossas lojas, também sem esforços, encontramos produtos fabricados em todo o mundo. Em contrapartida, nas lojas do mundo não é possível encontrar produtos fabricados por brasileiros, simplesmente por que não os produzimos, nem os vendemos!

O preço que pagamos por essas falhas certamente são altos, basta perceber os baixos índices de crescimento da nossa economia.Recentemente, tive a oportunidade de participar de uma reunião promovida pela empresa mundial Proudfoot Consulting, que, arguindo ações dos países que mais se desenvolvem, pesquisou e executou uma série de análises sobre técnicas de gestão de entidades e de empresas, focando na produtividade e na eficiência. As conclusões indicaram que as iniciativas inovadoras, e as da produtividade e eficiência, estão na raiz da ausência de nossos produtos nas prateleiras do comércio mundial. Os resultados do trabalho confirmam que estamos amarrados em práticas do passado que não funcionaram naquele momento e não funcionarão no futuro. Explicaram por que não temos conseguido produzir competitivamente em nosso solo, chegando a proezas equivalentes as da Coreia do Sul e da China, as quais levaram esses países a ganhar posições de destaque.

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Despesas Portuárias, por Samir Keedi

É uma pena começarmos este texto dizendo que continuamos vendo muitos equívocos na nossa área de comércio exterior. Em todas as situações, e mesmo quanto a termos utilizados e seus significados. Já escrevemos há pouco tempo uma série de artigos mostrando muitos erros e desconhecimentos. Mas nossa área continua muito carente de profissionais que sabem fazer de fato. Aqueles que sabem como sair da situação de incômodo após um tropeço. Assim, motivados pela continuidade dos problemas, resolvemos voltar ao assunto. E, também, por ver que temos cada vez menos alunos em sala de aula, e cada vez mais cursos cancelados.

 

Isso tanto em cursos técnicos quanto na pós-graduação nas universidades. O que implica em dizer que não está havendo a necessária reciclagem ou aprendizado, o que piora as coisas. Desta feita, consideramos útil e conveniente abordarmos as despesas portuárias, que se apresentam sempre como um problema também. Não detalhadamente, mas apenas em seus termos gerais, o que significam, por que são cobradas e por quem.

 

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Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, por Alkíndar de Oliveira

Em um dos meus artigos apresentei a síntese do livro “O Gerente Minuto”, de Kenneth Blanchard e Spencer Johnson, Editora Record. Na introdução daquele artigo citei-o como um livro que todo líder precisa tirar da gaveta, abanar a poeira e colocá-lo em sua mesa num lugar de destaque. Esta mesma observação é válida para o livro “Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes” de Sthepen R. Covey, Editora Best Seller, que a seguir apresento sua síntese.

 

HÁBITO 1: SER PROATIVO: A pessoa proativa é aquela que faz acontecer. A pessoa reativa é aquela que reage ao que já aconteceu;
HÁBITO 2: COMEÇAR COM O OBJETIVO NA MENTE: Começar com o objetivo na mente significa começar tendo uma visão clara do destino a chegar. Significa saber mais para onde você está seguindo, de modo a compreender melhor onde está agora, e dar os passos sempre na direção correta;
HÁBITO 3: PRIMEIRO O MAIS IMPORTANTE: Este é o hábito da decisão. É o momento da elaboração física. É o exercício da vontade soberana;

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