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A CRISE E O BRASIL

A crise fez do Brasil um país ainda pior para os negócios. Sempre mal colocado na classificação geral anual do Banco Mundial, por causa, entre outros, da burocracia e de infraestrutura que dificultam a atividade empresarial, o Brasil perdeu posições na atual avaliação. No Doing Business 2017, o tema é “Igualdade de oportunidade para todos”, aparecemos em 123º lugar entre 190 países, duas posições abaixo da classificação alcançada no relatório anterior, que já era muito ruim.

 

A despeito da paralisia do governo anterior, acossado por problemas que levaram ao impeachment de Dilma Rousseff, e da recessão iniciada em 2014, o Brasil conseguiu realizar algumas reformas no sentido de facilitar a produção, circulação e comercialização de mercadorias e serviços. Mas foram poucas se comparadas a outros países. Enquanto nos mantivemos quase parados, o mundo avançou de maneira poucas vezes vista na melhora do ambiente econômico.

 

Fonte: Pixabay

 

A situação pela qual o País passa contribuiu para a queda na classificação geral, mas o relatório deixa mais do que claro que os problemas apontados como inibidores da livre atividade empresarial persistem, até com mais intensidade do que em relatórios anteriores.

 

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OPÇÃO PELO SUCESSO

Não é nada fácil prever o futuro, mas é possível planejar ações e atuações que nos levem a materializar metas, objetivos e resultados para si próprio, para quem nos cerca, ou para a comunidade.

 

Se olharmos para apenas 15 anos atrás, refletindo sobre o que houve no mundo, em nosso país, no nosso trabalho, constatamos uma série de aspectos e resultados diferentes do esperado e que desafiaram todas as expectativas. Certamente ficaremos atônitos ou chocados. Isso mostra o quão pouco do tempo utilizamos para antever o que está acontecendo hoje. E podemos nos surpreender, constatando as oportunidades perdidas.

 

Fonte: Pixabay

 

Do mesmo modo, agora, se olharmos para o futuro, os resultados podem ser imprevisíveis. Não seremos capazes de prever as incertezas que vão nos atingir. No entanto, vale a pena tentar nos colocar reflexões, como tarefas para planejar e administrar nosso destino.

 

 

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DESAFIOS GERENCIAIS

Quando vemos o que está acontecendo no Brasil, em particular no Governo Federal, e em muitas empresas privadas, podemos constatar o quanto estamos distantes das técnicas e ações necessárias para preencher os vazios da administração e do gerenciamento brasileiros, quando os comparamos com muitos países do mundo. Sobretudo no século XXI, parece que não estamos preparados para vencer a concorrência mundial, com nossas metodologias de gerenciar negócios pessoais, profissionais ou públicos. Tudo requer reflexões e mudanças nas práticas e nas regulamentações legais.

 

Os jovens já perceberam isso e estão se preparando. Os dados compilados pelas Universidades mostram claramente o interesse das novas gerações, procurando se capacitar mais, tomando como opção, os diferentes cursos oferecidos. Entendem que os produtos encontrados nas lojas são inteligentes e criativos. E mais, que são criados por mentes culturalmente avançadas e competentes. Sabem que as empresas que estão vencendo no mercado, são aquelas que contam com o talento e capacidade inovadora da sua força de trabalho. Ou seja, estamos num mundo crescentemente inteligente e hábil!

 

Fonte: Pixabay

 

A sociedade moderna não pode ser descrita somente com os objetivos importantes da tecnologia ou da produtividade. Está mais do que claro que esses dois atributos estão na ponta de lança para o sucesso das empresas produtoras de valor, mas há o que se dizer sobre a necessidade de que sejam apoiados por organizações eficientes. Nesse horizonte, emergem as técnicas de gestão, as quais se mostram como reais ferramentas para produzir resultados positivos.

 

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Os empreendedores e o sucesso do País

Crédito: divulgação

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O Brasil, e os brasileiros, estão sob o impacto das consequências das investigações da Operação Lava-Jato, e de outras que, com sucesso, estão identificando processos injustificados e não-aceitáveis para um país sério e próspero. Devemos honrar os esforços das pessoas que, nessas operações, procuram manter sua seriedade e com prudência buscam a verdade, quase sempre escondida sob toneladas de informações e papéis de todas as origens.

 

A perplexidade da população aumentou com o impeachment da Presidente Dilma Rousseff, poucos compreendendo como alguém, no nível de seriedade e respeito que envolve o cargo, possa ter jogado o país numa crise que não era dos empreendedores e criativos investidores, contribuintes diretos para a riqueza nacional. Nossas autoridades legislativas estão sob a busca de legislações que garantam o definitivo afastamento da Presidente, o que parece sem grande sentido, pois somente o gerenciamento desastrado do seu governo, assumindo despesas acima do que arrecada, parece ser suficiente para acelerar uma decisão, que, protelada, muito custará aos cofres públicos dilapidados.

 

Nestes momentos de divergências, são comuns as acusações de todos os lados e atingindo a todos, como se estivéssemos num país de facínoras ou de infratores da lei. O elenco de ilações, diretas ou indiretas, são tantas que parecem ao cidadão comum que somos todos desonestos e que isso, generalizando, incrimina liminarmente cada um, cada pai de família, cada dono de padaria, cada humilde agricultor, ou dono de uma grande empresa nacional ou estrangeira.

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Um Olhar para o Passado

Fonte: Pixabay

É sempre bom olhar para o passado e fazer algumas perguntas para os administradores, sejam eles apenas uma pessoa a pensar sobre seu trabalho, um gerente de uma empresa, ou mesmo um administrador público. Entre as inúmeras respostas que
possam intuir, algumas delas podem fazer emergir ideias-chave, para, a partir daí, examinar a coerência dos resultados conseguidos, quando comparados com o previsto ou com o que foi expressado e previsto por eles.

 

Podemos tomar como exemplo as colocações utilizadas à exaustão pela Presidente Dilma Rousseff, sobretudo durante os últimos meses que precederam ao seu afastamento, e colocá-las nos seus ditos que o ‘impeachment’ tenha sido um golpe e que boa parte dos problemas enfrentados pela economia brasileira tiveram como origem o mau desempenho da economia mundial.

 

Não podem ser taxados de ‘golpe’ os resultados das últimas votações, ostensivas e descobertas ao grande público, nem a admissibilidade do impeachment na Câmara dos Deputados e no Senado, nem as decisões soberanas do Supremo Tribunal Federal, bem como as manifestações mais recentes da população. Possivelmente a única crítica que se possa fazer seja igual àquela destacada por Joaquim Barbosa, ex-presidente da Suprema Corte, quando observa que as decisões foram tomadas “fora do povo”, que, afinal, foi quem elegeu a Presidente em disputa eleitoral democrática. Um Plebiscito ou uma nova Eleição, previstos em nossa Constituição, certamente seria, uma ou outra, solução mais completa e definitiva.

 

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O levar vantagem em tudo e o hino nacional

Créditos: Divulgação

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A vantagem é o mantra no Brasil. É só no que praticamente todos pensam. Estar sempre à frente, não importa o preço. Levar alguma vantagem, por menor que seja. Perguntamo-nos se isso, algum dia, mudará em nosso país. Entendemos que muitos, como nós, pensam no assunto. Tentando entendê-lo. De onde terá vindo. Por que isso ocorre. Se é intrínseco ao brasileiro. Se nunca será perdido. E que pode explicar o subdesenvolvimento e a draga em que o país se encontra moralmente.

Talvez até seja, coisa vinda lá de trás, e que ficou enraizada em nossos costumes, não havendo mais como desencavar. De nossas parte entendemos que sim.

 

Ou quem sabe culpa da estratosférica carga tributária, com elevadíssimos impostos em cada mercadoria, dos mais altos do mundo absolutamente. Bem como em termos relativos com relação à renda per capita e salários pagos. Mas isso é relativamente novo.

 

Vemos nossos representantes públicos esquecendo-se de quem os elegeu. E a quem devem se reportar. E tratando os eleitores e não eleitores desta nação como objetos. Bem como os objetos da nação como cosa nostra, sempre se levando vantagem em cima de todos.

 

Ó pátria amada, idolatrada, salve! Salve!”. Por favor salve-nos.

 

Cada um de nós faz a mesma coisa em qualquer lugar, e podemos ver isso diuturnamente no nosso trânsito. E podemos constatar o mesmo em estádios de futebol. Em filas. E onde mais se quiser procurar. O fato é farto em exemplos.

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A riqueza das nações

Crédito: divulgação.

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Há 240 anos, o escocês Adam Smith publicou um dos primeiros livros clássicos sobre Economia. Era uma proposta para examinar as causas da Riqueza de algumas nações, enquanto outras permaneciam pobres. Hoje, em meio a diferentes sistemas de governo, sob modos de comunicação amplos, ágeis e sempre disponíveis, muitos consideram o “capital” como peça central do enriquecimento. Está demonstrado que o maior capital social individual é o emprego e o capitalismo é o campeão na geração de empregos.

 

A principal vantagem do capitalismo é o estímulo à produtividade da economia. Aqueles que fazem mais, com menores custos, ganham benefícios econômicos e possibilidades de reinvestir, gerar riquezas e prosperar. Com os resultados obtidos, encontram nichos de mercado, novas formas de comércio, inovam e correm os riscos, sempre com a possibilidade de perder. Mas a perda é dele e não da sociedade.

 

É justamente a inovação que tem gerado as grandes fortunas do capitalismo, como Bill Gates (Microsoft),  Sergey Brin (Google), Mark Zuckerberg (Facebook), J. K. Rowling (autora de Harry Potter) e, no nosso caso brasileiro, a EMBRAER, além de muitos outros.

 

Assim, há uma quantidade de propostas ainda procurando explicar o que Adam Smith tentou, quanto à riqueza das nações. Todavia, agora, no alvorecer do Século XXI, há algumas luzes no final do túnel. Entre os estudos e teses sobre o assunto, surgem outros atributos presentes em todos os países de sucesso. Um deles, e importante, no mundo globalizado, é o que convencionamos chamar de “talento”. Simplificadamente definido como a competência de uma pessoa realizar uma tarefa pré-fixada. Para tanto, ganha significado a expansão da Educação de alto nível e abrangente atingindo toda a população, pois não sabemos, ‘a priori’, quem será talentoso e competente.

 

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Educação Financeira e Econômica

Créditos: divulgação

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Todos que nos acompanham sabem o quanto temos lutado pela educação financeira e econômica do nosso povo. Fazendo o que não fazem os governos das várias esferas juntas, nem tampouco outros que poderiam. Estamos sempre tentando esclarecer o brasileiro, mostrando àqueles que moram em Marte, e que aparecem por aqui nos finais de semana para refestelar-se na casinha de campo, nossas realidades, nuas e cruas. Infelizmente, parece não adiantar muito, mas não desistimos.

 

Além dos artigos econômicos e políticos normais, já escrevemos alguns artigos tentando ensinar, didaticamente, aos leigos, conceitos e práticas econômicas. Para usar no seu dia-a-dia, para que se pare de fazer bobagens.

 

Já propusemos, inclusive, acabar com as faculdades de economia. E instituir o ensino em todas as fases da vida de um estudante. Em qualquer ano ou série de qualquer curso. Seja ele administração, medicina, astrologia, direito, “engraxatologia” (sic), etc.

O que pretendemos com isso é que o estudo da economia deixe de ser restrito a apenas alguns poucos que fazem o curso de economia. E que, pelo que temos visto e lido, não estão aprendendo quase nada.

 

Assim, a nossa intenção é que a economia seja universal. Que se comece a aprender aos dois anos de idade, desde o maternal. E se continue estudando em qualquer estágio. No ensino fundamental, no técnico, na graduação universitária. Na pós graduação lato sensu ou stricto sensu, também no doutorado e livre docência. Para que tenhamos um povo mais conhecedor do que deve fazer com seu dinheiro. Aprender a como ganhá-lo. E, mais do que isso, de fundamental e maior importância, como gastá-lo.

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