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BRASIL, QUANDO ATERRISARÁS?

Neste artigo, associo-me ao que escreveu Samir Keedi, Professor e Autor, referindo-se ao 28 de Abril, dia no qual fomos obrigados a não trabalhar, para respeitar o direito de protestos de um segmento da população brasileira.
Samir Keedi acentuou que qualquer brasileiro sabe que somos o melhor país do mundo em termos geográficos. Temos o maior território agricultável do planeta, oito mil quilômetros de costa marítima, podendo utilizá-la para fins econômicos, coisa que não fazemos. Temos entre 12% e 20% de toda a água doce do planeta. Temos a floresta amazônica imensa e, do mesmo modo, um Pantanal!

 

Um povo que, educado, poderia fazer qualquer coisa que desejar, com criatividade infinita e suficiente para tudo. País supostamente capitalista, mas sem liberdade econômica para se desenvolver. Uma democracia bastante razoável. Uma população grande. Um país que, graças ao seu enorme mercado, é procurado pelo mundo e atrativo ao capital que o queira. Basta oferecer as condições econômicas necessárias. E, além disso, sem tudo de ruim que afetam muitos, como terremotos, vulcões, furações, tormentas. Enfim, nada impeditivo de se fazer o que se quer.

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Educação Financeira e Econômica

Créditos: divulgação

Créditos: divulgação

Todos que nos acompanham sabem o quanto temos lutado pela educação financeira e econômica do nosso povo. Fazendo o que não fazem os governos das várias esferas juntas, nem tampouco outros que poderiam. Estamos sempre tentando esclarecer o brasileiro, mostrando àqueles que moram em Marte, e que aparecem por aqui nos finais de semana para refestelar-se na casinha de campo, nossas realidades, nuas e cruas. Infelizmente, parece não adiantar muito, mas não desistimos.

 

Além dos artigos econômicos e políticos normais, já escrevemos alguns artigos tentando ensinar, didaticamente, aos leigos, conceitos e práticas econômicas. Para usar no seu dia-a-dia, para que se pare de fazer bobagens.

 

Já propusemos, inclusive, acabar com as faculdades de economia. E instituir o ensino em todas as fases da vida de um estudante. Em qualquer ano ou série de qualquer curso. Seja ele administração, medicina, astrologia, direito, “engraxatologia” (sic), etc.

O que pretendemos com isso é que o estudo da economia deixe de ser restrito a apenas alguns poucos que fazem o curso de economia. E que, pelo que temos visto e lido, não estão aprendendo quase nada.

 

Assim, a nossa intenção é que a economia seja universal. Que se comece a aprender aos dois anos de idade, desde o maternal. E se continue estudando em qualquer estágio. No ensino fundamental, no técnico, na graduação universitária. Na pós graduação lato sensu ou stricto sensu, também no doutorado e livre docência. Para que tenhamos um povo mais conhecedor do que deve fazer com seu dinheiro. Aprender a como ganhá-lo. E, mais do que isso, de fundamental e maior importância, como gastá-lo.

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Primavera brasileira – parte 2, por Samir Keedi

Créditos: Divulgação

Em novembro de 2011 saía nosso artigo “Primavera brasileira”, nos perguntando quando ela chegaria ao país e incentivando a uma mudança. Sempre fomos um país de cordeiros, algo impossível de contestar. Afinal, tivemos poucas manifestações grandiosas em nossa história, e, como sabemos, foram todas localizadas e com comando externo, alheio ao povo em si.

 

Em 1968, por exemplo, a passeata dos cem mil foi organizada pelo movimento estudantil, com apoio de artistas e intelectuais. A manifestação das “Diretas já”, na década de 1980, que reuniu milhões em praças públicas durante um bom tempo, teve comando e orientação dos partidos políticos. Não foi uma iniciativa popular, com comando popular, em que os partidos e governos a seguissem. Outra foi a do impeachment do presidente Collor – também com comando político, daqueles que discordavam do presidente. E iniciada por um canal de televisão.

 

Assim, como se vê, esses eventos tiveram o povo como coadjuvante. Em nosso entender, apenas usado como massa de manobra, para utilizar uma expressão dos anos 60. O que tem sido comum em nosso país varonil, cor de anil.

 

 

 

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O Armagedom Brasileiro, por Samir Keedi

Crédito: Divulgação

A intenção aqui é fazer um resumo do que vimos falando há anos, para ver se fica entendido de uma vez por todas. Estamos vivendo uma situação insustentável no país da piada pronta – e que praticamente ninguém percebeu, mesmo com nossas denúncias. Aos poucos, alguns até têm se dado conta, mas em nível insuficiente. E não temos certeza de que a real situação brasileira será realmente percebida antes do juízo final.

 

 

Antes que nos acusem de catastrofismo, sugerimos reler nossos artigos dos últimos anos, bem como de outros autores consequentes e conhecedores da real situação do grande acampamento Brasil.Nunca fomos otimistas ou pessimistas, nem há que sê-lo em questões econômicas. Somos realistas, enxergamos o que de fato acontece.

 

 

A economia é composta de dados e fatos. Mas pode enganar os incautos quando manipulada, o que temos visto o tempo todo. Estamos dizendo, ao longo do tempo, que a situação econômica brasileira, a continuar como está, praticamente não tem futuro. A inflação está fora de controle e não pode ser, em hipótese alguma, a declarada oficialmente. Quem faz compras sabe disso muito bem. Mas, estranhamente, não vemos protestos . Apenas se diz que esse ou aquele preço mudou de patamar. Uma pena esta sina de cordeiro do brasileiro.

 

 

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A Alca e nossos acordos, por Samir Keedi

Crédito: Divulgação

No início da década passada, a “00”, escrevemos artigos sobre as vantagens de termos a Área de Livre Comércio das Américas (Alca). E de participarmos dela. Engendrada por George Bush, então presidente dos EUA, e aceita pelo nosso presidente na época. Caminhava a passos lentos, mas andava. Com a troca da guarda na Presidência no início da década passada, a Alca foi enterrada.

 

Algo inexplicável, na ocasião, pelas vias lógicas. Posteriormente, com o passar dos anos, o mistério foi sendo desvendado. O grande irmão do norte foi considerado satã pelo novo governo, e começamos a nos afastar dele. Nosso comércio exterior com os EUA foi reduzido a menos da metade do que era no governo anterior. E não só isso. Em política também. E começamos a nos aproximar dos seus inimigos, fazendo deles os nossos melhores amigos.

 

Continuamos, como sempre, com acordos comerciais com um mínimo de países. Mais de 300 acordos no mundo, e temos apenas uma dezena deles. Enquanto dois dos nossos parceiros, com quem temos acordos, México e Chile, têm acordos com cerca de 50 países e blocos. Com EUA, China, União Europeia etc. Afastamento político não precisava representar afastamento comercial. Vide a China, sempre ela para servir de exemplo. Política de esquerda, economia de direita, sendo hoje, provavelmente, o país mais capitalista do mundo. Com muito a nos ensinar, se fôssemos bons alunos e quiséssemos aprender.

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