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A CRISE E O BRASIL

A crise fez do Brasil um país ainda pior para os negócios. Sempre mal colocado na classificação geral anual do Banco Mundial, por causa, entre outros, da burocracia e de infraestrutura que dificultam a atividade empresarial, o Brasil perdeu posições na atual avaliação. No Doing Business 2017, o tema é “Igualdade de oportunidade para todos”, aparecemos em 123º lugar entre 190 países, duas posições abaixo da classificação alcançada no relatório anterior, que já era muito ruim.

 

A despeito da paralisia do governo anterior, acossado por problemas que levaram ao impeachment de Dilma Rousseff, e da recessão iniciada em 2014, o Brasil conseguiu realizar algumas reformas no sentido de facilitar a produção, circulação e comercialização de mercadorias e serviços. Mas foram poucas se comparadas a outros países. Enquanto nos mantivemos quase parados, o mundo avançou de maneira poucas vezes vista na melhora do ambiente econômico.

 

Fonte: Pixabay

 

A situação pela qual o País passa contribuiu para a queda na classificação geral, mas o relatório deixa mais do que claro que os problemas apontados como inibidores da livre atividade empresarial persistem, até com mais intensidade do que em relatórios anteriores.

 

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Os empreendedores e o sucesso do País

Crédito: divulgação

Crédito: divulgação

O Brasil, e os brasileiros, estão sob o impacto das consequências das investigações da Operação Lava-Jato, e de outras que, com sucesso, estão identificando processos injustificados e não-aceitáveis para um país sério e próspero. Devemos honrar os esforços das pessoas que, nessas operações, procuram manter sua seriedade e com prudência buscam a verdade, quase sempre escondida sob toneladas de informações e papéis de todas as origens.

 

A perplexidade da população aumentou com o impeachment da Presidente Dilma Rousseff, poucos compreendendo como alguém, no nível de seriedade e respeito que envolve o cargo, possa ter jogado o país numa crise que não era dos empreendedores e criativos investidores, contribuintes diretos para a riqueza nacional. Nossas autoridades legislativas estão sob a busca de legislações que garantam o definitivo afastamento da Presidente, o que parece sem grande sentido, pois somente o gerenciamento desastrado do seu governo, assumindo despesas acima do que arrecada, parece ser suficiente para acelerar uma decisão, que, protelada, muito custará aos cofres públicos dilapidados.

 

Nestes momentos de divergências, são comuns as acusações de todos os lados e atingindo a todos, como se estivéssemos num país de facínoras ou de infratores da lei. O elenco de ilações, diretas ou indiretas, são tantas que parecem ao cidadão comum que somos todos desonestos e que isso, generalizando, incrimina liminarmente cada um, cada pai de família, cada dono de padaria, cada humilde agricultor, ou dono de uma grande empresa nacional ou estrangeira.

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Gestão e Governo, por Ozires Silva

Política e Economia expressam o pulso do país. Na Política, a sorte está lançada por meio dos resultados dos inquéritos policiais que devassam as lamentáveis ocorrências de fraudes trazidas à assustada opinião pública brasileira. Já na Economia, embora mostre-se mal, já esteve muito pior no passado e, de uma forma ou outra, conseguiu-se superar os conhecidos problemas crônicos como o da hiperinflação e os dos atritos das dívidas externas.

 

Em que pese a gravidade do quadro no qual vivemos, o que agora nos surpreende, como brasileiros e cidadãos, é a desastrosa política econômica do Governo Federal, cujas falhas causam surpresas até aos mais simples dos empreendedores nacionais.

 

Deve nos preocupar mais a carência de atitudes da Presidência da República, que permanentemente procura passar para os atônitos cidadãos que tudo vai bem e que iriam melhor se não fossem as ameaças que vêm do lado internacional da economia mundial! (mais…)

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No tempo dos faraós, por Samir Keedi

Créditos: Divulgação

Num passado não muito distante existiu uma quase civilização muita estranha. Esse povo tinha algumas manias difíceis de serem entendidas, e eles mesmos não conseguiam saber porque isto ocorria e porque eles eram tão diferentes.
Depois de terem estado subjugados por bastante tempo por uma ferrenha ditadura, coisa que já existia naquele tempo, aliás, este é um defeito crônico da humanidade como se pode perceber, conseguiram obter sua liberdade, retornando ao estado de direito e conseguindo, de novo, eleger seus governantes.

 
Mas era um povo muito ingênuo, que acreditava em Papai Noel e, portanto, caia em qualquer conversa de candidato. Por mais que sofressem não aprendiam, e cada eleição aparecia como uma nova oportunidade de acerto, o qual nunca ocorria.
O maior problema desse povo é que viviam num país dividido, embora embutidos. Os governantes habitavam uma ilha dentro do país, conhecida também como ilha da fantasia, pela dissociação com a realidade e o povo que governavam, enquanto estes habitavam um grande território, que circundava a ilha dos governantes.

 

 

 

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O que há com a logística brasileira?, por Ozires Silva

Crédito: Isabela Carrari

Na atualidade, não há menor dúvida em considerar que a Logística nacional sofre pesadamente, pelos insuficientes investimentos na infraestrutura que o Brasil vem oferecendo para as operações da mobilidade terrestre no nosso país. Tudo marcha para o encarecimento de custos, atrasando entregas e contribuindo para nossa decrescente competitividade mundial, refletida nas contas nacionais, em particular do balanço do comércio exterior. Como observadores externos, deveria ser reconhecido, entre os planejadores governamentais, a incapacidade do setor público de executar os investimentos necessários. A legislação, superando a capacidade da estrutura pública, cria obstáculos difíceis a serem vencidos para organizar e tornar eficientes as contratações de mão de obra e a compra dos suprimentos necessários. Os próprios planejadores colocam, como cerne da questão, entre outros fatores, as indecisões e retardos para a fixação, hoje demasiadamente política, de uma razoável hierarquia entre as iniciativas e demandas identificadas.

 

 

A nova Empresa de Planejamento e Logística (EPL) poderia definir prioridades e trabalhar ao lado dos diferentes níveis governamentais, com os diferentes órgãos interessados, chegando a propostas para o setor privado, que contenham todos os atributos para que os prazos sejam cumpridos.

 

 

No Brasil temos empresas experientes em grandes obras que podem participar dos estudos necessários, criando uma parceria observada em outros países, levando a trabalhos de engenharia de envergadura e que possam ser realizados em prazos, qualidade e custos controlados. Nessas hipóteses de parcerias, e com elas consolidadas, também seria possível antecipar os riscos, para que órgãos de controle (TCU, Ministério Público, Órgãos Ambientais, entre outros) possam colocar objeções e sugestões.
Assim, não se pode escapar da necessidade de se equacionar as prioridades e os financiamentos dos investimentos, satisfazendo os requisitos do uso, tipo de modal para cada projeto e optando de forma clara e segura sobre a decisão adotada e suas conexões com as demais alternativas. Em cenários de credibilidade e confiança, certamente, haverá capitais privados, nacionais ou internacionais, disponíveis para participar, cabendo ao Governo, em parceria com os envolvidos, decidir qual seria a melhor forma, inclusive a decisão por PPP’s (Participação – Pública – Privada), sempre que fosse o caso.

 

 

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PAC(quinho), por Samir Keedi

Crédito Divulgação

Já escrevemos no passado sobre o famigerado e falso PAC(quinho). Mostrando sua falsidade e inexistência. E o quanto se enganou o brasileiro com isso.

 

E o pior é que todos, governantes, economistas, políticos, empresários, povo, todo mundo. Mas há, obviamente, os que não foram enganados. São tantos os esclarecidos sobre o assunto que ousamos vaticinar que talvez seja possível completar a lotação de alguns fuscas.

 

Segundo editorial da Folha de S. Paulo de há poucas semanas, os gastos do Pac(quinho) deram marcha a ré de 2011 para 2012. De “extraordinários” 9,6 bilhões de reais para “extraordinários” 8,4 bilhões de reais. Menos de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Assustador. O investimento nos transportes foi reduzido bem mais, de 70% do Pac(quinho) para 52% dele: 18 pontos percentuais, ou 26%. Nossa matriz de transportes e nossa logística já são, de longe, o piore possível entre os países que contam.

 

E ainda reduzimos o investimento. Enquanto nossos concorrentes diretos, no BRICS, que já dissemos muitas vezes é apenas “RICS” investem entre 4 e 5% da FIB – felicidade interna bruta na intraestrutura, nós investimos apenas 0,49%. Estamos em vias de mais redução? Parece que sim. O Fórum Econômico Mundial de 2011 já mostrou, como já colocamos em artigos, que estamos classificados em 91º lugar em ferrovias, 110º em rodovias, 122º em aerovias e 130º em portos. Isso, na análise de 142 países apenas.

 

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Crise é ‘made in Brasil’ mesmo, por Samir Keedi

É incrível a capacidade brasileira de enganar. E de se enganar. E de adorar ser enganado. Parece que é pura opção – além da opção pela pobreza, títulode um artigo nosso, um pouco antigo. O tempo todo ouvimos governantes e governados dizerem que a crise brasileira de 2008/9, e a atual de 2012, é “dos gringos”. Dos EUA e Europa, que não nos deixam crescer, sempre nos sabotando. Gostaríamos de saber até quando vai esta infantilidade, em especial porque que o país não é novo, tem 520 anos, e já deveria ter amadurecido.

 

O Brasil é um país em constante crise nas últimas décadas. A crise não começou em 2008, com retomada mais acentuada em 2012. Ela já tem mais de três décadas. Uma geração inteira, ou pouco mais, não faz ideia do que é crescimento. Do que é fazer parte do mundo que cresce e pode ter um futuro. Ninguém com menos de 50 anos viu, conscientemente, o País crescer de fato.

Como todos sabem, e temos falado e escrito muito sobre isso, o Brasil sabia crescer. Entre 1901 e 1980 obteve crescimentos extraordinários. Em 1980, por exemplo, o crescimento nacional foi de 9,2%.

 

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