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Contra as reformas? Brasil, quando aterrisarás?

Qualquer brasileiro sabe, ou deveria saber, por absoluta obrigação, que somos o melhor país do mundo em termos geográficos. Temos o maior território agricultável do planeta, podendo alimentar a humanidade por todos os tempos. Temos uma costa marítima de 7.500 quilômetros, nossa Amazônia azul, podendo utilizá-la para todos os fins econômicos. Temos, sob nossos pés, dependendo do analista, entre 12 e 20% de toda a água doce do planeta. Temos a floresta amazônica com todos os benefícios que ela pode nos proporcionar, e ao mundo. Um pantanal, também com todos os benefícios possíveis. “500” dias de sol por ano.

 
Um povo versátil, podendo fazer qualquer coisa que queira, com criatividade infinita e suficiente para tudo. País supostamente capitalista, com liberdade econômica para se desenvolver. Uma democracia bastante razoável. Uma população grande, porém, perfeitamente adequada a um país do nosso tamanho. Um país que costuma ser bem visto pelo capital estrangeiro, portanto, com possibilidades de atrair quanto capital queira e for necessário, bastando, para isso, apenas dar as condições econômicas necessárias ao seu desenvolvimento.

 
E muito mais que se poderia elencar, mas que é desnecessário de tão visível. E, sem tudo de ruim que muitos países têm, como terremotos, vulcões, furações, tormentas. Não temos um tamanho pequeno, impeditivo de se fazer o que se quer. Deixamos ao nosso leitor aumentar essa relação.

 

Fonte: Pixabay

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A CRISE E O BRASIL

A crise fez do Brasil um país ainda pior para os negócios. Sempre mal colocado na classificação geral anual do Banco Mundial, por causa, entre outros, da burocracia e de infraestrutura que dificultam a atividade empresarial, o Brasil perdeu posições na atual avaliação. No Doing Business 2017, o tema é “Igualdade de oportunidade para todos”, aparecemos em 123º lugar entre 190 países, duas posições abaixo da classificação alcançada no relatório anterior, que já era muito ruim.

 

A despeito da paralisia do governo anterior, acossado por problemas que levaram ao impeachment de Dilma Rousseff, e da recessão iniciada em 2014, o Brasil conseguiu realizar algumas reformas no sentido de facilitar a produção, circulação e comercialização de mercadorias e serviços. Mas foram poucas se comparadas a outros países. Enquanto nos mantivemos quase parados, o mundo avançou de maneira poucas vezes vista na melhora do ambiente econômico.

 

Fonte: Pixabay

 

A situação pela qual o País passa contribuiu para a queda na classificação geral, mas o relatório deixa mais do que claro que os problemas apontados como inibidores da livre atividade empresarial persistem, até com mais intensidade do que em relatórios anteriores.

 

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Os empreendedores e o sucesso do País

Crédito: divulgação

Crédito: divulgação

O Brasil, e os brasileiros, estão sob o impacto das consequências das investigações da Operação Lava-Jato, e de outras que, com sucesso, estão identificando processos injustificados e não-aceitáveis para um país sério e próspero. Devemos honrar os esforços das pessoas que, nessas operações, procuram manter sua seriedade e com prudência buscam a verdade, quase sempre escondida sob toneladas de informações e papéis de todas as origens.

 

A perplexidade da população aumentou com o impeachment da Presidente Dilma Rousseff, poucos compreendendo como alguém, no nível de seriedade e respeito que envolve o cargo, possa ter jogado o país numa crise que não era dos empreendedores e criativos investidores, contribuintes diretos para a riqueza nacional. Nossas autoridades legislativas estão sob a busca de legislações que garantam o definitivo afastamento da Presidente, o que parece sem grande sentido, pois somente o gerenciamento desastrado do seu governo, assumindo despesas acima do que arrecada, parece ser suficiente para acelerar uma decisão, que, protelada, muito custará aos cofres públicos dilapidados.

 

Nestes momentos de divergências, são comuns as acusações de todos os lados e atingindo a todos, como se estivéssemos num país de facínoras ou de infratores da lei. O elenco de ilações, diretas ou indiretas, são tantas que parecem ao cidadão comum que somos todos desonestos e que isso, generalizando, incrimina liminarmente cada um, cada pai de família, cada dono de padaria, cada humilde agricultor, ou dono de uma grande empresa nacional ou estrangeira.

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O levar vantagem em tudo e o hino nacional

Créditos: Divulgação

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A vantagem é o mantra no Brasil. É só no que praticamente todos pensam. Estar sempre à frente, não importa o preço. Levar alguma vantagem, por menor que seja. Perguntamo-nos se isso, algum dia, mudará em nosso país. Entendemos que muitos, como nós, pensam no assunto. Tentando entendê-lo. De onde terá vindo. Por que isso ocorre. Se é intrínseco ao brasileiro. Se nunca será perdido. E que pode explicar o subdesenvolvimento e a draga em que o país se encontra moralmente.

Talvez até seja, coisa vinda lá de trás, e que ficou enraizada em nossos costumes, não havendo mais como desencavar. De nossas parte entendemos que sim.

 

Ou quem sabe culpa da estratosférica carga tributária, com elevadíssimos impostos em cada mercadoria, dos mais altos do mundo absolutamente. Bem como em termos relativos com relação à renda per capita e salários pagos. Mas isso é relativamente novo.

 

Vemos nossos representantes públicos esquecendo-se de quem os elegeu. E a quem devem se reportar. E tratando os eleitores e não eleitores desta nação como objetos. Bem como os objetos da nação como cosa nostra, sempre se levando vantagem em cima de todos.

 

Ó pátria amada, idolatrada, salve! Salve!”. Por favor salve-nos.

 

Cada um de nós faz a mesma coisa em qualquer lugar, e podemos ver isso diuturnamente no nosso trânsito. E podemos constatar o mesmo em estádios de futebol. Em filas. E onde mais se quiser procurar. O fato é farto em exemplos.

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Brasil: um país no mínimo estranho

Quem acompanha a economia e a política do país há pelo menos alguns anos já percebeu porque do título escolhido aqui. E nem precisa ser tanto tempo.

 
O governo, nos últimos anos, aliás, coisa do anterior também, sempre insistiu que o Brasil tinha bons fundamentos. Já mostramos várias vezes que isso não era verdade, detalhando os furos, e isso pode ser verificado através de outros artigos nossos. Em especial pelo que estamos começando a sofrer, e em que a corte instalada na ilha da fantasia continua convenientemente ignorando.

 
E cometendo o mesmo erro de 1979, por ocasião do segundo choque do petróleo, quando éramos dependentes em 90% do petróleo importado. O governo da época ignorou a crise e insistiu que éramos uma ilha de prosperidade em meio ao caos internacional.

 

 

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Fonte: Google Imagens

Por esse grave erro, e por nada ter sido reconhecido e feito, estamos pagando ainda hoje, em que o país não cresce há quase três décadas, com medíocres 2,7% de crescimento médio do PIB – produto interno bruto por ano. Em contraste com o crescimento de 4,9% entre 1901 e 1980, ou 8,1% entre 1959 e 1980, ou 11% entre 1967 e 1974. Perdemos uma geração, e o país está passando dos avós para os netos, em que ninguém, com menos de 45 anos se lembra do que é crescimento econômico.

 

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Foco na gestão: a alavanca da competitividade, por Ozires Silva

Não há necessidade de grandes pesquisas ou esforços para constatar que o nosso Brasil não está acompanhando o desenvolvimento mundial da produção, tanto de produtos quanto de conhecimento ou tecnologias inovadoras. Nas ofertas de nossas lojas, também sem esforços, encontramos produtos fabricados em todo o mundo. Em contrapartida, nas lojas do mundo não é possível encontrar produtos fabricados por brasileiros, simplesmente por que não os produzimos, nem os vendemos!

O preço que pagamos por essas falhas certamente são altos, basta perceber os baixos índices de crescimento da nossa economia.Recentemente, tive a oportunidade de participar de uma reunião promovida pela empresa mundial Proudfoot Consulting, que, arguindo ações dos países que mais se desenvolvem, pesquisou e executou uma série de análises sobre técnicas de gestão de entidades e de empresas, focando na produtividade e na eficiência. As conclusões indicaram que as iniciativas inovadoras, e as da produtividade e eficiência, estão na raiz da ausência de nossos produtos nas prateleiras do comércio mundial. Os resultados do trabalho confirmam que estamos amarrados em práticas do passado que não funcionaram naquele momento e não funcionarão no futuro. Explicaram por que não temos conseguido produzir competitivamente em nosso solo, chegando a proezas equivalentes as da Coreia do Sul e da China, as quais levaram esses países a ganhar posições de destaque.

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Um novo tempo para o comércio brasileiro, por Samir Keedi

Créditos: Divulgar

Na edição anterior desta publicação escrevemos um artigo sobre os problemas entre armadores e embarcadores com relação ao frete marítimo. E de que não existe uma única associação ou discussões sérias sobre o assunto. Mas que, neste momento, também de nada adiantaria criar algo a esse respeito.

 

Perdemos o momento e agora os armadores são grandes demais para qualquer discussão com eles. A hora passou. A não ser que seja uma questão política, que seja um assunto encampado por países e não embarcadores apenas. Solução que não encampamos, e quem nos lê sabe bem por que. Não queremos o Estado em absolutamente nenhum setor da economia.
Desta feita queremos discutir as associações de usuários dos terminais portuários brasileiros. Coisa bem mais fácil e simples. Em que já existe uma na Bahia e uma na Associação Comercial de São Paulo, pelo que sabemos. E se está articulando e trabalhando uma em Santa Catarina no momento.

 

 

 

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O Brasil. Sempre uma incógnita, por Samir Keedi

Créditos: Divulgação

Temos visto os mais diversos economistas, órgãos de imprensa – brasileiros e estrangeiros – falando sobre o Brasil que nunca chega lá. Até a The Economist percebeu os erros brasileiros, e os seus próprios, ao achar, em 2009, que o Brasil agora iria E mesmo dentro do povo, muitos já perceberam o engodo Brasil. Agora, muitos já acham que o Brasil não tem futuro, pelo menos a curto e médio prazo.

 

 

Nossos alunos, amigos, leitores, participantes de nossas palestras, que nos acompanham há pelo menos dez anos, nunca se iludiram. E caso o tenham feito, foi por conta própria. Sempre falamos, escrevemos, ensinamos, tentando evitar que se enganassem. Quem nos ouviu sabe tudo isso há no mínimo uma década. Quem achou que estávamos errados, que éramos pessimistas, devem estar, talvez, arrependidos.
Não somos pessimistas nem otimistas. Somos realistas, como poucos. A verdade é uma só, não comporta variações, desvios, subterfúgios. A verdade é ou não é, ponto final. Nós nos orgulhamos disso. Alguns poucos tinham que ver, e estamos nesse meio. Temos absoluta certeza de que sempre mostramos o caminho. Demos as ferramentas. Dissemos como fazer. Nossos artigos costumam ser didáticos e de solução, não apenas constatamos os problemas.

 
Quem já leu nossos artigos “Brasil: Buraco 2020”; “Marolinha ou marolona”, o primeiro e o retorno; “Destruição do Brasil”; “Combustível e incompetência”; “Quem sou eu?” “Emprego sem crescimento?”; “No tempo dos Faraós”; “Judiciário e os ministros”; “Porto de Santos 2024”, o primeiro e o retorno, e dezenas, quiçá centenas de outros, não está nem um pouco surpreso. Já sabia tudo com o qual a Economist acaba de se surpreender e se decepcionar.

 

 

 

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